Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Gratidão, Amor e Paz


ATÉ SEMPRE LANÇA


Obrigada pela tua boa disposição constante, e pelo amor que deste a colegas e alunos, Surdos e ouvintes.


O funeral do Professor António Lança terá lugar no dia 20 de Novembro (6ª Feira) pelas 14.30 horas (Beja)




Sexta-feira, Novembro 13, 2009

DIA NACIONAL DA LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA - 15 DE NOVEMBRO

Parabéns à Língua Gestual Portuguesa (LGP)!!!


As comunidades Surdas de todo o mundo lutam em uníssono pelo respeito para com as suas línguas gestuais, pelo reconhecimento da pessoa Surda enquanto ser completo, parte de uma minoria cultural e linguística, parte da diversidade humana.

Manifestação para os direitos das pessoas Surdas - Lisboa

Este domingo celebra-se a língua de uma minoria cultural que vive no nosso país: a comunidade Surda.
Foi em 1997 que a Língua Gestual Portuguesa (LGP) foi reconhecida pela Constituição da República como uma das línguas vivas no nosso país. As pessoas Surdas que a utilizam têm dela orgulho, fazem dela poesia e melodia em movimento e empunham-na como uma bandeira para a igualdade de oportunidades.

Há dez anos que as minhas mãos falam. Deixaram de servir apenas para segurar em copos ou tocar guitarra, ganharam voz, moldam-se em configurações manuais e percorrem o espaço sintáctico, são veículo do que sinto, experiencio e penso.

O percurso tem sido árduo, como o é o da aprendizagem de qualquer língua nova. Mas vale tanto a pena... abrir os olhos ao mundo, treiná-los para percepcionar uma língua humana, esticar e alongar a massa cinzenta, para que nas áreas da linguagem se criem as conexões para uma lígua de visão, espaço, mãos e corpo.

Reinventei-me através da LGP, conheci um mundo novo, o da comunidade Surda Portuguesa, cresci, moldei-me...

Convido todos a fazê-lo. Na APS, Associação Portuguesa de Surdos, bem como noutras no país, podem sentir o que eu senti, plantar nas mãos a capacidade de comunicar, tão bem como em Português ou em qualquer língua oral.

Tradução e interpretação em sala de aula


Ficam alguns links para os mais curiosos...

http://www.apsurdos.pt/

http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/2005/07/lgp
http://vivernosilencio.blogspot.com/2008/01/dia-dos-intrpretes-lgp.html

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Pax Julia



Hoje resolvi aprofundar conhecimentos sobre o local onde me encontro....


"Pax: era a deusa da Paz em Roma"
"Pax Julia era o nome da cidade de Beja, Portugal, no tempo da dominação romana da Península Ibérica. Foi baptizada com este nome para celebrar a pacificação da Lusitânia. O nome Júlia deve-se ao facto de ter sido Júlio César o autor dessa mesma paz" (in wikipedia).

Vejamos, ca estou, em Beja, em Paz :) Obrigado ó Julinho, por esta oportunidade.

"Santiago Maior (muito raramente, Santiago, o Grande), também chamado Santiago de Compostela (..), foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Foi feito santo e chamado Santiago Maior para o diferenciar de outros santos de nome Tiago"(in wikipedia).

Santiago! (o meu novo mini sobrinho), ouviste? És o maior!!!
E eu onde estou? Em "Santiago Maior: freguesia portuguesa do concelho de Beja, com 42,59 km² de área e 7 855 habitantes" (in wikipedia)....... :)

Fantastico.
Desculpem lá os menos esotéricos e mais terra a terra, mas o universo é um gaijo mesmo esperto.

- Ah e tal - pensei ha uns meses eu - Preciso tanto de paz... Nisto nasce o lindo Santiago, e Pax! Venho parar à Paz do Julio, na freguesia de Santiago Maior, a trabalhar na escola de Santiago Maior.

Há coisas nesta vida engraçadas...

Semana da LGP @ Santiago Maior School, check it out people... http://blogdalgpemsantiagomaior.blogs.sapo.pt/











Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Tempos de "Bonanza"


É.
Sim.
Não é gralha.
O intento do que escrevi acima é mesmo Bonanza.

A Bonanza dos cavalinhos, do genérico bem disposto, das guitarrinhas que soavam enquanto os moços percorriam sorridentes os pastos, montados nos caros amigos equídeos.

Não sei porquê mas associo sempre a ideia de "bonança" ao Bonanza.
É óbvia a semelhança fonética que dá aso a esta associação de ideias, mas não é só isso.
Bonança é andar para a frente, de olhar auspicioso, preso no que esta a acontecer agora e lá mais à frente também. Vale tudo menos olhar para trás.
Fora as melancolias e os "e se...?s", benvindos os "bora lá", "adiante", e "para a frente é que é o caminho!".
Enche-se-nos o peito de optimismo (ou para alguns apenas um mísero mas meritório realismo descomplicado), e atiramo-nos para a frente, para a vida, para o que seremos.

Volvidos os ocasionais momentos de neura ilustrados pela posta anterior, cá estou agora em pleno elenco do Bonanza.

- Cheguei aqui - pensamos - fiz-me e tornei-me no que sou hoje. Boa. Agora adelanter (estrangeirismo inexistente inventado à laia de piadola de pouca qualidade em sessões jolísticas, não vale a pena procurarem, não vem na Wikipédia)! Como dizem os alentejanos, "joguemo-nos de cima do cavalo, maganos", e quer pisemos em caganitos ou não o que interessa é palmilhar terreno.

Bora lá Ser, malta. Amanhã já seremos outros, reinventados. E esta mudança permanente é o que nos faz dizer, de jola em riste "A vida é isto, hómem!"

Um brinde a vós. J.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Neura: Como resolver


Neura.
Há dias de Neura.
Hoje calhou-me apenas um par de horas.
Neura, assim, a olhar pela janela da minha vida e neura por não ter poder sobre o tempo, quem lá vem e quando.
Como se resolve a neura? Deixo aqui umas sugestões:

- raiva, murros no volante de um fiat estacionado frente a uma igreja.

- gelado de chocolate, mesmo estando frio. Importante: comer o pacote inteiro.

- Escrever coisas desalmadas num blog só visitado de 6 em 6 meses.

- Ler BD.

- Escrevinhar num qualquer suporte mais ou menos (des)organizado de papel.

- Combinar copos via sms com um amigo que (sintonia do universo) parece estar de neura também.


E vocês, leitores deste blog das jolas virtuais? Mais dicas?

Sábado, Agosto 08, 2009

Os Bês e os Bêbês


bou escreber tudo cum bês hoije, numa ispéce de homenágem à cultura nortenha e das beiras, catano! E como num tenha nada de especial para dizer, vou dedicar esta postagem à celebração da vida, em honra a todos os rebentos que por aí pululam. Às novas pessoinhas!! (Pronto já chega da coisa dos bês, dá trabalho e causa chatice aqui no teclado).

Incrível isto da natureza: CATRAPIM! E de repente de dois passam a três, mais uma pessoa neste mundo. Parece ser uma nova vida não só para o "piqueno", que apenas mede uns tantos centímetros, mas também para os graúdos que o acolhem. A vida gira, é como se começasse o lado B, se fosse cassete. "Deslocamos o centro de nós mesmos para um pequeno ser", li eu algures no outro dia. Deve ser mesmo isso... de repente, continuamos fora de nós mesmos.


Um brinde a mais uma nova experiência!


Sexta-feira, Junho 26, 2009

Quando tinha cerca de 7 anos escrevi uma extensa carta a este senhor de, na altura, 27.

Falava da minha tristeza e desilusão para com este mundo, por me ver inserida numa espécie que se auto-destruía e competia por tudo, ao invés de cooperar. Sentia-me triste, sozinha no mundo, no meu mundo mais próximo e no que se estende a países e continentes, sentia vergonha de ser humana e queria saber o que poderia fazer para ajudar Michael a mudá-lo.

Estava convencida de que Michael Jackson sentia as coisa da mesma forma que eu, porque era isso quer eu ouvia nos seus temas, nas suas letras e e melodias.

Essa carta, se a memória não me trai, nunca foi enviada.

Encontrei-a muitos anos mais tarde, já eu desdobrada em mais uns milhões de células e transformada em gente grande, enfiada numa gaveta de um móvel do meu quarto de criança, todo coberto de decalques do Pateta, do Mickey e do Speedy Gonzalez.

Na gaveta também terá ficado a minha crença de que Michael Jackson seria incorruptível, de que o que mostrava nas sua arte não poderia corresponder àquela pessoa de quem falavam constantemente nas notícias.

Mas a fama e o poder têm o condão de mascarar a mais pura das almas humanas. A vida em permanente "penthouse social" deve de facto ser rica em tentações para experimentarmos o que não somos. Ou não. Dizem alguns estudos que um exacerbado poder traz desequilíbrio emocional a qualquer ser humano e consegue fazer dele "gato sapato", a um ponto que nem a própria pessoa se reconhece a si mesma volvidos alguns anos. Se a isto juntarmos uma infância destruída, em que não houve vagar para se aprender a ser adulto com brincadeiras de criança, complexifica-se ainda mais o ramalhete.

De qualquer forma, penso que a verdadeira essência de quem Michael Jackson foi esteve sempre presente nos seus temas, era ali que ele dava vazão ao que sentia e ao que desejava deste mundo: de alguma forma, curá-lo. Como música em "part time", identifico-me com essa sensação. Criar música e mostrá-la faz-nos sentir vazios, tudo expresso, tudo dito. É uma das formas de comunicação mais completas que conheço.

De todos nós que te ouvimos, com 7, 10, 20 ou 80 anos, obrigada Michael pela gigantesca herança musical que nos deixas, pelas ideias de paz, esperança, respeito pelo próximo e união.

De mim, pessoalmente, obrigada por teres sido a banda sonora que me levou a olhar para mim mesma com mais nitidez, numa altura muito turbulenta da minha existência.

Boa viagem.