
É.
Sim.
Não é gralha.
O intento do que escrevi acima é mesmo Bonanza.
A Bonanza dos cavalinhos, do genérico bem disposto, das guitarrinhas que soavam enquanto os moços percorriam sorridentes os pastos, montados nos caros amigos equídeos.
Não sei porquê mas associo sempre a ideia de "bonança" ao Bonanza.
É óbvia a semelhança fonética que dá aso a esta associação de ideias, mas não é só isso.
Bonança é andar para a frente, de olhar auspicioso, preso no que esta a acontecer agora e lá mais à frente também. Vale tudo menos olhar para trás.
Fora as melancolias e os "e se...?s", benvindos os "bora lá", "adiante", e "para a frente é que é o caminho!".
Enche-se-nos o peito de optimismo (ou para alguns apenas um mísero mas meritório realismo descomplicado), e atiramo-nos para a frente, para a vida, para o que seremos.
Volvidos os ocasionais momentos de neura ilustrados pela posta anterior, cá estou agora em pleno elenco do Bonanza.
- Cheguei aqui - pensamos - fiz-me e tornei-me no que sou hoje. Boa. Agora adelanter (estrangeirismo inexistente inventado à laia de piadola de pouca qualidade em sessões jolísticas, não vale a pena procurarem, não vem na Wikipédia)! Como dizem os alentejanos, "joguemo-nos de cima do cavalo, maganos", e quer pisemos em caganitos ou não o que interessa é palmilhar terreno.
Bora lá Ser, malta. Amanhã já seremos outros, reinventados. E esta mudança permanente é o que nos faz dizer, de jola em riste "A vida é isto, hómem!"
Um brinde a vós. J.